terça-feira, 28 de abril de 2009

Pertencimento

Hora de esfriar um pouco o clima aqui, muita coisa no ar e sinto que nesse jogar de opiniões um verdadeiro diálogo não foi estabelecido. Porém, devo acrescentar, fique tranquilo. Tenho ainda dúzias de declarações das quais você poderá discordar e mostrar aquela indignação que movimenta o blog. Afinal, algo tem de fazê-lo, na ausência de visitantes é difícil manter a chama acesa.

O assunto da postagem de hoje é a sensação de pertencimento, não às organizações superficiais e claras como Estado, credo ou mesmo gosto musical, mas à correntes de pensamentos. Esse domínio irreal, ou melhor, domínios no plural mesmo. A expressão para designar pessoas muito diferentes como "de outro planeta" pode ser justamente aplicada aqui.

A razão de falar nisso é muito simples, ao chamar suas teorias de Verdade (com "v" maiúsculo mesmo) você rebateu dizendo que essa sua lógica funciona somente para sua pessoa, provavelmente se precavido de qualquer acusação de fraco embasamento das teorias. Sendo assim entro nos méritos dessa discussão, pra que?

Sem leitores para se decidirem em que lado ficar e uma óbvia falta de comunicação pelas DUAS PARTES (meu pensamento labiríntico é problemático, mas você decide se fechar e dizer que suas idéias só servem a você) vou tentar revelar algo útil que talvez leve a um concordância. De que domínio somos?

Julgo ser de um plano onde o óbvio não funciona, não existe. Já fui do óbvio, do não pensar em nada que desse dor de cabeça e fui muito feliz. Por partir dele, desse lugar onde desejo, alcance e solução são tão claros e partir para o desconhecido que desenvolvi a idéia de evolução. Sim, sinto-me superior a você, mas isso não deve ser novidade.

Infantilidade, ignorância, clareza e felicidade. O amontoado de lembranças deixa muito manchada minha opinião. Juro que tentei abraçar a simplicidade e objetividade, mas me senti um farsante. Não é assim que faço, ponderar e ponderar já virou o meu óbvio. Chega a ser ridículo qualquer tentativa de agir diferente das minha normas.

Terei de aceitar que o dia já não me acolhe, e a madrugada abraça a solidão (ou abraça-me com solidão). Talvez você tenha conhecido amadurecer sem passar pela desmistificação e ainda assim conservar a atividade intelectual. Não vou mentir, acho surpreendente e Deus te livre de tropeçar no meu domínio, ele te devora.

Altos e baixos existem nos dois, de forma diferente com intensidades diferentes, quase como unidades de pesos e medidas divergentes. Não há alguém errado, mas há sem dúvida alguém que está perdendo. Felizmente, em minhas medidas, se gabar  do sofrimento me da alguns pontos. Não sofro propositalmente, mas é bom que algo de bom saia daqui. Recentemente perdi essa válvula de escape e vou dizer que entrei em parafuso.

Seja como for, é isso. É isso o que temos, é isso o que somos. É isso, o conformismo é sensato nesse caso.

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