quarta-feira, 22 de abril de 2009

Um pouco de Fé

A leve brisa do desconforto já lhe força a vendar os olhos? Fé abalada, não negue, o senhor está com problemas. Forçar-se a ver o óbvio te priva do extraordinário, para que um sacrifício tão grande se não para acusar um desespero em estágio embrionário?

Mas o que é a fé afinal?

Nossas discussões não registradas parecem ter sido emperradas por essa questão. A crença na ausência de provas, ou a força invisível presente no cerne de cada decisão? Você parece pender para a segunda e me acusa de ter fé na não-fé. Já chega! Como se não bastasse os ateus se definirem pelos crentes (já que o termo é definido pela oposição ao outro 'a-teu').

Bom, vou tentar não levar isso para o lado religioso, mesmo porque não existe nenhuma Verdade a ser achada. Chego então no meu segundo ponto: até que ponto é importante que te convença de que meu lado é correto? Como pessimista derrotista pode ser só mais um artifício para jogar a toalha, deve ser.. deve ser..

Mas continuando, se esse método de foco no óbvio funciona para você, quem sou eu para julgar? Aliás, invejo essa certeza. Ainda assim, quando olho de longe e penso um pouco vejo mesmo é a fuga para a ingenuidade. Falou até em bloquear pensamentos, é a única conclusão possível!

Muito desse raciocínio se deve ao fato de que a minha curva da felicidade tem acompanhado a curva do meu crescimento (com pequenas anomalias na quinta série e no primeiro ano). Talvez não a curva da felicidade propriamente, mas a curva da dificuldade na busca pela mesma. Novos elementos jogados a todo momento: dinheiro, realização profissional, amorosa... dinheiro.

Limpar esse quadro deve ser uma baita ajuda, mas também um baita retrocesso. Porém, ai que fica engraçado. Ao contrário do que essa tese indica o indivíduo mais voltado para o passado sou eu, enquanto o ingênuo colega se preocupa com o futuro. Perigo de escrever a esmo, pode acabar em um beco sem saída.

Meu único consolo é que logo mais não estarei sozinho, se prepare.

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