Incrível como o colega se esquiva da responsabilidade pela inatividade do blog. Posta e se intitula salvador ainda dizendo ter esperança de me inspirar! Parece que foi ontem que discordávamos com fervor por coisas pequenas e grandes sem objetivo certo.
Se não escrevi nada foi por não atentar contra a sagrada alternância de autoria nos textos que protejo por neurose, é verdade, mas também para assegurar que nenhum dos lados monopolize os debate. Aliás, acho que estou perdendo o foco do mesmo.
Mas devo dizer que não erro tanto quanto esse parnasiano aguado em seus sonetos insossos. Tanto preciosismo ceifa todo o sentido das sentenças, anula qualquer exaltação e sentimento. É como um texto em prosa sem exclamação!
Não gosto muito de rimar, e pouco extrai do seu soneto para contestar, então vou fazer alguma coisa em verso que TALVEZ atinja algum ponto abordado. Lá vai...
"Hino"
Nas margens de rios secos
Ladram forte os cães pátrios
Sorte aqui não haver espelhos
pois minguam magros e pálidos
Pela liberdade, salve! Salve!
Acordemos deste sonho tosco!
A admirar o céu nublado e viver no submundo
Saiamos do jugo do colosso!
O gordo, o pérfido, o maligno e rotundo
Problemas gigantes por sua própria natureza
desigualdade e crimes sustentam a realeza
Deitada eternamente em cova funda
jaz a pátria ignorante em prantos
adubando as belas flores que aqui abundam
apresento-lhe nossos belos campos
...e assim vai, cansei
segunda-feira, 9 de novembro de 2009
Tempo pra burro
Faz tempo pra burro que ninguém posta nada aqui. Assim sendo, é na esperança de inspirar o antagonista que venho hoje com uma de minhas poucas obras literárias, originalmente feita pra ser um 'capítulo' de uma grande composição lírica tematizada no Brasil. Chega de enrolar, aí vai:
Aos patriófobos
Ingrato, cospe o filho parricida
Na face já alagada do vão pranto
Da Terra que encontrou desgosto tanto
Na prole que gerou durante a vida
E com de joalheiro esmero lapida,
A polir de sua adaga cada canto
P'ra melhor trespassar o sacrossanto
Gentil seio; abrir mais outra ferida.
Da ignorância gabai-vos, ó dementes,
E do, pela Nação vossa, desprezo
Mas sabeis que a punição nunca tarda
A quem aos auri-verdes estandartes
Ataca com tão obsceno menosprezo,
População apátrida e bastarda!
Aos patriófobos
Ingrato, cospe o filho parricida
Na face já alagada do vão pranto
Da Terra que encontrou desgosto tanto
Na prole que gerou durante a vida
E com de joalheiro esmero lapida,
A polir de sua adaga cada canto
P'ra melhor trespassar o sacrossanto
Gentil seio; abrir mais outra ferida.
Da ignorância gabai-vos, ó dementes,
E do, pela Nação vossa, desprezo
Mas sabeis que a punição nunca tarda
A quem aos auri-verdes estandartes
Ataca com tão obsceno menosprezo,
População apátrida e bastarda!
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